Entre Mercado Pago e Stone, não há uma resposta única sobre qual maquininha é a melhor e esse é exatamente o ponto. As duas atendem perfis distintos de negócio, com modelos de custo diferentes e ecossistemas que podem ou não se encaixar na sua rotina. A escolha mais adequada depende de fatores como o volume mensal de vendas, a preferência por custo fixo ou variável, e se há necessidade de integração com vendas on-line.
Ao longo deste artigo, você vai encontrar uma comparação entre os modelos de cobrança de cada operadora, uma análise das taxas por tipo de transação, cenários concretos para quem está começando ou já tem um volume médio de vendas, recursos extras que costumam passar despercebidos na hora da escolha, e as perguntas mais comuns sobre esse comparativo.

Modelo de custo: aluguel da Stone vs compra no Mercado Pago
Esse é o ponto de partida que muitos comparativos ignoram e que pode ter um impacto maior no caixa do que qualquer diferença de taxa. A Stone opera com aluguel mensal do equipamento, enquanto o Mercado Pago vende a maquininha como produto. São lógicas financeiras diferentes desde o primeiro dia.
Pense em 12 meses de uso: quem aluga paga um valor fixo todo mês, independentemente de vender muito ou pouco. Quem compra tem um desembolso inicial e, depois disso, nenhum custo fixo pelo equipamento. Ao acumular os valores de aluguel ao longo do tempo, o total pago pode superar o preço de compra de uma maquininha equivalente.
Para quem tem volume baixo de vendas, como autônomos que cobram de forma esporádica, o peso do custo fixo mensal tende a ser mais relevante do que a diferença de alguns décimos percentuais nas taxas. Já quem valoriza suporte presencial e uma estrutura de atendimento mais próxima pode enxergar no modelo Stone uma proposta com valor além do equipamento.
Comparação de taxas entre Mercado Pago e Stone por tipo de venda
As taxas variam conforme o plano escolhido e o volume de faturamento. Veja como cada operadora se posiciona nos tipos de transação mais comuns do dia a dia.
Taxas no débito e no crédito à vista
O Mercado Pago estrutura suas taxas com base no faturamento mensal registrado na maquininha: quanto mais a pessoa vende, menor tende a ser a taxa aplicada. Isso pode favorecer quem tem crescimento constante no volume de transações, mas pode pesar mais em meses de baixo movimento.
A Stone trabalha com planos fixos negociáveis, o que significa que as taxas são definidas no momento da contratação e podem ser ajustadas conforme o perfil do negócio. Para quem tem previsibilidade de faturamento, essa lógica pode trazer mais controle sobre os custos.
Em ambos os casos, os valores exatos mudam com frequência — por isso, o ideal é consultar os sites oficiais de cada operadora antes de fechar qualquer contrato. Comparar com o próprio volume de vendas em mãos é o caminho mais confiável.
Taxas no crédito parcelado e Pix
No crédito parcelado, tanto a Stone quanto o Mercado Pago aumentam a taxa conforme o número de parcelas. Isso é uma prática do setor, não uma exceção. Quem recebe muitas vendas parceladas em 6x, 10x ou 12x precisa fazer essa conta com atenção, porque o impacto no faturamento líquido pode ser considerável.
O Pix é aceito nas duas operadoras, mas as condições de taxa podem diferir entre elas e até entre os planos de uma mesma marca. Em alguns modelos, o Pix pode ter taxa zero ou reduzida, o que o torna uma opção relevante para quem quer incentivar esse meio de pagamento entre os clientes.
Vale lembrar que as condições do parcelado e do Pix são áreas onde as operadoras costumam fazer ajustes com mais frequência. Conferir as tabelas atualizadas nos canais oficiais antes de decidir é um passo que não deve ser pulado.
Qual maquininha escolher de acordo com o perfil do seu negócio
Mais do que comparar números, vale entender qual maquininha se encaixa na rotina real de cada tipo de negócio.
Para quem vende em volume baixo ou está começando
Quem está começando ou faz poucas vendas por mês costuma sentir mais o impacto de qualquer custo fixo recorrente. Nesse cenário, um modelo sem aluguel mensal tende a aliviar o caixa nos períodos de menor movimento.
O Mercado Pago conta com opções de entrada acessível, como a Point Mini NFC 2, que pode ser adquirida com um investimento inicial menor. Para uma pessoa autônoma que cobra de clientes de forma esporádica, esse modelo poderia fazer sentido, sem comprometer o orçamento em meses com poucas transações.
Outro ponto relevante para quem está começando é a aceitação de cadastro com CPF. O Mercado Pago aceita pessoa física, o que amplia o acesso para autônomos sem CNPJ. Vale confirmar as condições atualizadas da Stone nesse quesito diretamente no site da operadora.
Para quem tem volume médio e busca ecossistema integrado
Com um volume de vendas mais consistente, outros fatores ganham peso na decisão. A Stone oferece conta digital integrada e um modelo de atendimento com suporte presencial, um diferencial para quem valoriza ter acesso a uma pessoa real quando algo dá errado.
O Mercado Pago, por sua vez, se conecta ao ecossistema do Mercado Livre. Para quem também vende pela plataforma on-line ou quer centralizar cobranças físicas e digitais em um só lugar, essa integração pode representar uma vantagem concreta no dia a dia.
A escolha entre as duas, nesse perfil, tende a passar por uma pergunta prática: o negócio é predominantemente presencial ou há uma operação on-line que precisa conversar com a maquininha? A resposta a essa pergunta já ajuda a filtrar bastante.

Recursos extras que podem influenciar a escolha da maquininha
Além das taxas e do modelo de custo, há funcionalidades que fazem diferença no uso cotidiano e que costumam ficar de fora das comparações numéricas.
Os pontos que merecem atenção na hora de comparar as duas operadoras incluem:
- Prazo de recebimento: ambas oferecem opções de recebimento na hora (D+0) e em D+1, mas as taxas aplicadas em cada modalidade diferem e o D+0 costuma ser mais caro
- Conectividade: os modelos mais completos das duas marcas contam com 4G e Wi-Fi, o que garante funcionamento em locais sem rede fixa disponível
- Impressão de comprovante: disponível nos modelos smart de ambas, mas ausente nos modelos de entrada, vale verificar se esse recurso é necessário para o tipo de venda que você faz
- Garantia e suporte: os termos de garantia do equipamento e os canais de atendimento diferem entre as operadoras, e esse detalhe pode pesar bastante em caso de problema técnico
A recomendação é comparar esses recursos com base no modelo específico que cada operadora oferece no momento da contratação. As condições mudam, e o que está disponível hoje pode ser diferente do que estava há seis meses.
Erros comuns ao comparar maquininhas de cartão e como evitar
Quem está pesquisando maquininha pela primeira vez, ou trocando de operadora, costuma cair em algumas armadilhas que tornam a comparação menos precisa do que deveria ser.
Os erros mais frequentes nesse processo são:
- Olhar só a taxa do débito: o débito costuma ter a taxa mais baixa, mas muitos negócios recebem uma parcela relevante das vendas no crédito parcelado, onde as taxas são bem mais altas
- Ignorar o custo fixo mensal: uma taxa ligeiramente menor pode ser anulada pelo valor acumulado do aluguel ao longo de 6 ou 12 meses — o cálculo precisa incluir esse componente
- Escolher pela marca mais conhecida: popularidade não é sinônimo de adequação ao perfil do negócio; uma operadora menos conhecida pode ter condições mais vantajosas para um volume específico de vendas
- Não verificar se aceita CPF: para autônomos sem CNPJ, esse detalhe define se é possível ou não contratar o serviço e nem todas as operadoras aceitam pessoa física
O passo mais útil antes de decidir é fazer uma simulação com o próprio volume de vendas: quanto você fatura por mês, qual a proporção entre débito, crédito à vista e parcelado, e qual seria o custo total em cada operadora considerando taxas e eventuais custos fixos. Esse exercício costuma deixar a comparação muito mais clara do que qualquer ranking genérico.
Perguntas frequentes sobre Mercado Pago vs Stone
A Stone cobra aluguel mensal pela maquininha?
Sim. A Stone trabalha com modelo de aluguel mensal em seus planos, o que significa um custo fixo recorrente independentemente do volume de vendas. O Mercado Pago, por outro lado, vende o equipamento, o desembolso é único na aquisição.
Qual maquininha aceita cadastro de pessoa física?
O Mercado Pago aceita cadastro com CPF, o que facilita o acesso para autônomos e profissionais sem CNPJ. A Stone costuma exigir CNPJ ou MEI para a contratação, mas vale confirmar as condições atualizadas no site oficial da operadora, pois as políticas podem mudar.
É possível receber o dinheiro das vendas na hora nas duas?
Ambas oferecem a opção de recebimento na hora (D+0), mas as taxas aplicadas nessa modalidade tendem a ser mais altas do que no recebimento em D+1. A diferença de custo entre essas duas opções vale ser calculada com base no volume de vendas do negócio.
Mercado Pago ou Stone: qual tem a menor taxa no débito?
Não há uma resposta fixa, porque as taxas variam conforme o plano contratado e o volume de faturamento mensal. O caminho mais confiável é simular com o volume real de vendas do negócio nos sites oficiais de cada operadora, comparando os planos disponíveis no momento da contratação.
Uma forma de começar essa comparação com dados reais poderia ser acessar o app do Mercado Pago para consultar os modelos de maquininha disponíveis e as condições de taxa atualizadas para o seu volume de vendas. Com esses números em mãos, fica mais fácil colocar lado a lado com a proposta da Stone e tomar uma decisão baseada no que o seu negócio realmente movimenta.
Aplicam-se restrições. Consulte mais informações sobre produtos, serviços e termos de uso em: https://www.mercadopago.com.br/ajuda/termos-e-condicoes_299