Quanto posso pegar emprestado pela primeira vez e o que influencia esse valor

Quem solicita um empréstimo pela primeira vez, sem histórico de crédito, costuma receber valores entre R$200 e R$5.000, dependendo da renda comprovada, do score e da modalidade escolhida. A ausência de histórico leva as instituições a adotar uma postura mais conservadora, já que não há dados suficientes para avaliar o comportamento de pagamento. Isso não significa que a aprovação seja impossível, mas o limite inicial tende a ser menor do que o de quem já tem crédito consolidado.

Ao longo deste artigo, você vai encontrar os três fatores que determinam o valor liberado, uma comparação entre as modalidades mais acessíveis para quem está começando, faixas de valores reais por tipo de crédito e estratégias concretas para aumentar as chances de conseguir um limite mais alto desde o início.

Mesa de escritório com papéis, caneta e calculadora

O que define quanto você pode pegar emprestado pela primeira vez

O valor liberado no primeiro empréstimo não é aleatório, ele resulta de uma análise que cruza diferentes informações do seu perfil. Conheça os três pilares dessa avaliação.

Score de crédito e histórico financeiro

O score de crédito é uma pontuação calculada por birôs como Serasa e SPC com base no comportamento financeiro de uma pessoa. Quem nunca teve cartão, financiamento ou crédito de nenhum tipo pode ter uma pontuação média ou baixa, não por inadimplência, mas por falta de dados.

Esse cenário é chamado de "crédito invisível" e afeta diretamente o valor que as instituições estão dispostas a liberar. Sem dados históricos, o risco percebido é maior, o que costuma resultar em limites iniciais mais baixos e taxas de juros mais altas.

Construir um histórico antes de solicitar o empréstimo pode fazer diferença. Usar um cartão de crédito com limite baixo e pagar a fatura em dia, por exemplo, já gera dados positivos para o score ao longo de alguns meses.

Renda comprovada e comprometimento mensal

A renda mensal é um dos critérios mais relevantes na análise de crédito. A referência de mercado é que as parcelas do empréstimo não comprometam mais de 30% da renda líquida — esse percentual serve como teto para calcular qual valor total pode ser financiado dentro do prazo escolhido.

Se uma pessoa recebe R$2.000 por mês, o limite de comprometimento seria de R$600 mensais. Esse valor, multiplicado pelo número de parcelas, define o teto do empréstimo antes de aplicar os juros.

Comprovar toda a renda disponível, incluindo trabalho informal, freelance ou bicos regulares, pode ampliar esse cálculo. Extratos bancários e declarações de imposto de renda são documentos que ajudam nessa comprovação.

Política de cada instituição financeira

Não existe uma regra única para todos. Bancos tradicionais costumam exigir relacionamento prévio, conta ativa há algum tempo e documentação mais completa, o que pode dificultar a aprovação para quem está começando do zero.

Fintechs e apps de crédito, por outro lado, tendem a usar modelos de análise baseados em dados digitais, como movimentação de conta e comportamento de consumo. Isso pode tornar o processo mais acessível para novos perfis, ainda que os valores iniciais também sejam conservadores.

Pesquisar as condições de diferentes instituições antes de solicitar é uma forma de encontrar o ambiente mais favorável para o seu perfil atual.

Modalidades de empréstimo mais acessíveis para quem nunca pegou crédito

Para quem solicita crédito pela primeira vez, nem todas as modalidades têm o mesmo grau de acessibilidade. Algumas dependem do score, outras de vínculos empregatícios e outras do saldo em fundos específicos.

As três modalidades que tendem a ser mais acessíveis para quem está começando são:

  • Empréstimo pessoal via apps: aprovação baseada em dados digitais e perfil de uso da conta. Os valores iniciais costumam ser menores, mas o processo é mais ágil e pode dispensar comprovação formal de renda em alguns casos.
  • Antecipação do saque-aniversário do FGTS: não depende do score de crédito — a garantia é o próprio saldo acumulado no fundo. Quem tem FGTS depositado pode antecipar parcelas futuras sem que a situação no SPC ou Serasa seja o fator determinante.
  • Crédito consignado: voltado para quem tem vínculo CLT ativo ou é aposentado e pensionista do INSS. O desconto direto em folha reduz o risco para a instituição, o que costuma resultar em taxas menores, mas exige esse vínculo como pré-requisito.

Cada modalidade atende a um perfil diferente. Quem tem FGTS acumulado e score baixo pode se beneficiar da antecipação. Quem tem renda formal e vínculo CLT pode encontrar no consignado uma alternativa com juros mais baixos. Quem não se encaixa em nenhum desses casos pode começar pelo empréstimo pessoal via app, com valores menores e construir histórico a partir daí.

Quanto costuma ser liberado no primeiro empréstimo em cada modalidade

Os valores variam de acordo com a modalidade e com o perfil de quem solicita. Ter uma referência por tipo de crédito ajuda a calibrar as expectativas antes de fazer a simulação.

No empréstimo pessoal via apps, quem não tem histórico de crédito costuma receber ofertas entre R$200 e R$2.000 na primeira solicitação. Para perfis com renda comprovada acima de 2 salários mínimos e conta movimentada, esse valor pode chegar a R$5.000, mas não é garantido.

No crédito consignado, o limite é calculado com base na margem consignável, que corresponde a até 35% do salário ou benefício. Alguns exemplos:

  • Renda de R$1.412 (1 salário mínimo em 2024): margem de até R$494 por mês em parcelas.
  • Renda de R$2.824 (2 salários mínimos): margem de até R$988 por mês.

O valor total do empréstimo depende de quantas parcelas cabem dentro dessa margem e do prazo escolhido.

Na antecipação do saque-aniversário do FGTS, o valor disponível depende do saldo acumulado no fundo. O governo define percentuais progressivos por faixa de saldo, quanto maior o saldo, menor o percentual liberado por ano. Quem tem R$5.000 no FGTS, por exemplo, pode antecipar um valor diferente de quem tem R$20.000, mesmo que proporcionalmente o resultado pareça semelhante.

O ponto comum entre as modalidades é que o valor inicial tende a crescer conforme o histórico de pagamentos se consolida.

Pessoa analisando o score de crédito pessoal no aplicativo do banco

Como aumentar o valor liberado no seu primeiro empréstimo

Existem estratégias concretas para quem quer chegar à primeira solicitação com um perfil mais favorável. A maioria delas exige tempo, mas os resultados aparecem em poucos meses.

  • Usar um cartão de crédito com responsabilidade: um cartão com limite baixo, usado dentro da capacidade e pago integralmente todo mês, já gera dados positivos para o score em pouco tempo.
  • Manter a conta ativa e movimentada: instituições que analisam dados de comportamento bancário consideram a frequência de uso da conta. Receber salário, pagar contas e usar o Pix com regularidade cria um perfil mais robusto.
  • Comprovar toda a renda disponível: quem tem renda extra, como trabalho por aplicativo, freelance ou aluguel, pode incluir esses valores na comprovação por meio de extratos ou declarações.
  • Começar com um valor menor e quitar no prazo: solicitar um valor mais baixo, pagar todas as parcelas em dia e depois solicitar um aumento é uma das formas mais consistentes de construir reputação com a instituição.

Alguns apps consideram o histórico de uso da própria conta para liberar crédito. Como é o caso do Mercado Pago, por exemplo, que pode oferecer crédito com base na movimentação da conta digital, o que significa que manter a conta ativa pode influenciar as ofertas disponíveis ao longo do tempo.

O caminho mais consistente é construir o perfil antes de solicitar, em vez de tentar contornar a análise com pressa.

Cuidados antes de pegar emprestado pela primeira vez

Antes de assinar qualquer contrato, vale entender o que está sendo contratado de fato. A taxa de juros mensal é só uma parte do custo, o indicador mais completo é o CET (Custo Efetivo Total), que inclui juros, IOF, tarifas e outros encargos. Comparar o CET entre diferentes instituições dá uma visão mais precisa do que cada opção realmente custa.

Outro ponto relevante é calcular o impacto da parcela no orçamento mensal. Uma parcela que consome 30% da renda pode parecer viável no papel, mas precisa ser testada contra as despesas reais, aluguel, alimentação, transporte e contas fixas. Se o cálculo não fechar com folga, o valor solicitado pode precisar ser ajustado.

Uma sinalização importante: nenhuma instituição financeira séria cobra valores antecipados para liberar crédito. Cobranças antes da aprovação ou transferências para "desbloquear" o empréstimo são práticas fraudulentas. Ler o contrato com atenção, verificar as condições de antecipação de parcelas e entender as penalidades por atraso são passos que protegem quem está contratando pela primeira vez.

Perguntas frequentes sobre o primeiro empréstimo

Quem nunca pegou empréstimo consegue aprovação?

Sim, é possível. Muitas instituições e apps aprovam crédito para novos perfis, mas o valor inicial tende a ser mais conservador. Ter renda comprovada e score acima de 500 pontos aumenta as chances de aprovação e alguns apps consideram também o histórico de movimentação da conta.

O score precisa estar alto para conseguir o primeiro empréstimo?

Não existe um número mínimo universal. Cada instituição define seus próprios critérios de análise. Um score acima de 500 já pode abrir portas em algumas fintechs, enquanto outras consideram também o histórico de uso da conta e a renda declarada.

Posso pegar empréstimo com nome negativado?

Algumas modalidades, como a antecipação do saque-aniversário do FGTS, podem estar disponíveis mesmo com restrições no nome, já que a garantia é o próprio saldo do fundo, não o perfil de crédito. No empréstimo pessoal tradicional, a negativação costuma dificultar ou impedir a aprovação.

Depois de quitar o primeiro empréstimo, o valor liberado aumenta?

Em muitos casos, sim. Quitar em dia constrói um histórico positivo com a instituição, o que pode resultar em ofertas com valores maiores e taxas mais baixas nas próximas solicitações. Esse é um dos motivos pelos quais começar com um valor menor e honrar o compromisso costuma ser uma estratégia eficaz a médio prazo.

Ter uma conta digital ativa e movimentada é um dos primeiros passos para construir o perfil necessário para conseguir crédito com boas condições. O app do Mercado Pago, por exemplo, oferece conta digital sem tarifas e pode considerar o histórico de uso para disponibilizar opções de crédito ao longo do tempo, o que o torna uma alternativa para quem quer começar a construir esse histórico de forma gradual.

Aplicam-se restrições. Consulte mais informações sobre produtos, serviços e termos de uso em: https://www.mercadopago.com.br/ajuda/termos-e-condicoes_299

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